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Livro traz contos acadêmicos de estudantes de Direito do século XIX

  • Foto do escritor: Da Redação
    Da Redação
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

A obra mostra o cotidiano e a vida estudantil na São Paulo do Brasil Colonial




Textos e relatos publicados em periódicos estudantis se transformaram em um material precioso para recontar a história e o cotidiano dos alunos de Direito na cidade de São Paulo no Brasil Colonial. O livro intitulado "Romantismo Paulista em Contos Acadêmicos (1848-1865)", da professora Natália Gonçalves de Souza Santos, do Departamento de Letras (DL) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), reúne 13 contos acadêmicos de estudantes de Direito do século XIX.


A coletânea retrata a vida de estudantes na cidade de São Paulo, que ainda nem sonhava em ser a metrópole que se tornou hoje. “Naquele contexto, os estudantes formavam um grupo à parte, envolvidos com os estudos e outras atividades muito diferentes da população em geral. Dessa maneira, entrevemos os seus hábitos de lazer, os longos períodos de ócio passados em animadas conversas nas repúblicas, passeios nos entornos da cidade, que contava com rios límpidos e natureza esplendorosa, namoros”, conta a professora.


Natália observa que os contos revelam as “primeiras representações da Pauliceia noturna, espaço pelo qual apenas jovens entusiasmados mais de fantasias que de conhaque ousavam percorrer”. Segundo a acadêmica, os contos discutem literatura, por isso são metaliterários. "Os textos foram publicados majoritariamente em periódicos de alunos e permitem apurar o cotidiano e o imaginário desses estudantes no Brasil imperial", diz.


A professora comenta que boa parte do material está disponível na Hemeroteca Digital Brasileira, portal online e gratuito da Fundação Biblioteca Nacional. Na pesquisa que embasou o livro, alguns títulos também foram consultados de forma presencial no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo (USP), na Faculdade de Direito da USP e na Biblioteca Mário de Andrade, todos em São Paulo, e na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.



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