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Faço ginástica no bolso para economizar com comida

  • Foto do escritor: Adriana Leite
    Adriana Leite
  • há 6 horas
  • 3 min de leitura

Preços dos alimentos subiu 2,95% em 2025, segundo análise do IPCA do IBGE



Fazer pesquisa de preços e levar lista de compras ajudam muito na hora de gastar menos com comida
Fazer pesquisa de preços e levar lista de compras ajudam muito na hora de gastar menos com comida


Na minha casa, sempre tivemos comida de verdade no prato (parafraseando a querida Rita Lobo). Como morava em uma cidade pequena (Adamantina – SP), tínhamos no quintal de casa frutas, verduras e legumes. Claro que também íamos no mercado e na feira, mas a nossa refeição tinha muito do que colhíamos na horta.

Depois que mudamos para Campinas, quando eu ainda estava com 12 anos, aprendi que existia varejão e supermercado para comprar aquilo que antes a gente tinha no quintal. Óbvio que isso tinha um custo mais alto e nem sempre era aquela verdura ou fruta com a mesma qualidade de tudo o que plantávamos ou ganhávamos dos vizinhos, da minha vó Jasmelinda e de pessoas queridas.

Com quase 40 anos de labuta no mercado de trabalho, fui aprendendo que a comida pesa demais no bolso. Para o assalariado, a alimentação é um item que faz diferença no orçamento mensal. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento do conjunto de alimentos medido pelo índice foi de 2,95% em 2025.

De acordo com estudo do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Eduardo Braz, as famílias mais pobres (de 1 a 1,5 salário mínimo de renda) gastam 22,61% do orçamento com alimentação. Sempre coloco tudo na ponta do lápis e comida consome cerca de 15% do que eu ganho por mês. Detalhe: sou uma PJ que não recebe tíquete alimentação (salve a CLT) e nem ajuda de custo para comer durante a correria com os meus trabalhos fora de casa. Sou eu por mim mesma. Ah! Sou vegana.

O jeito é economizar cada centavo que for possível. Sabe aqueles pacotões em promoção com o mesmo alimento? Sou fã. Crio vários pratos usando, por exemplo, cenoura. Desde aquele bolo de cenoura com chocolate (sem açúcar, claro) até um creme de cenoura para tomar nas noites mais frias.

Sempre tenho folhetos de ofertas dos supermercados na bolsa. Sei o dia dos sacolões dos mercados que mais frequento.  E, também, planejo as minhas receitas conforme os alimentos da época, assim compro mais barato. Importante dizer que moro sozinha (com meus gatos, lógico) e costumo cozinhar todas as minhas refeições para 15 dias – congelo e vou comendo durante esse período.

Nesta primeira coluna do Ai, Meu Bolso! dei uma volta na feira livre que ocorre toda sexta-feira na praça em frente à minha casa, em Campinas (SP). Conversei com Seo Marcelo que comercializa gêneros alimentícios há mais de 20 anos.


Também fui no Sacolão Duas Marias do casal super simpático Jackson e  Aline, que fica pertinho de onde moro.  Assiste o vídeo completo no nosso canal do Youtube  e no TikTok.


O que você faz para garantir boa comida na mesa sem estourar o orçamento? Conta aí nos comentários.




Adriana Leite e Silva é jornalista, especializada em Economia e Mídias Digitais e gestora de Conteúdo do Notas Econômicas


Saiba mais sobre o colunista na página Sobre  



As opiniões aqui expostas refletem a visão do autor do artigo e, não necessariamente, do blog. Este é um espaço plural para debate amplo de ideias.

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