Estudo mostra que quase 25% dos brasileiros vivem sem cartão de crédito
- Adriana Leite

- 23 de abr.
- 2 min de leitura
Por outro lado, o 1º Anuário Mosaic Insights da Serasa revela que 50% dos consumidores têm pelo menos dois cartões de crédito

O cartão de crédito pode ser um aliado do bolso quando bem utilizado. Mas se for visto como um dinheiro a mais, além da renda mensal, vira uma arma apontada para a sua carteira. Apesar do avanço da tecnologia e dos novos meios de pagamento, o 1º Anuário Mosaic Insights da Serasa Experian mostra que 24,9% dos brasileiros não têm cartão de crédito.
Por outro lado, o estudo revela também que 50,1% das pessoas têm dois cartões ou mais. Outros 25% têm apenas um cartão. O Anuário Mosaic Insights é um retrato do comportamento do consumidor brasileiro. Uma das conclusões é que enquanto parte da população inicia o mês pensando nos investimentos e ganhos, a grande maioria se preocupa em conseguir pagar os boletos e a fatura do cartão.
No recorte sobre o uso do cartão no ambiente digital, os bancos tradicionais lideram nas compras no e-commerce. O estudo detalha que 34,47% das transações são com documentos emitidos por grandes instituições privadas, principalmente nas operações nos estados do Sudeste e Nordeste. Os bancos digitais ganharam espaço e já respondem por 27,57%, com liderança nas regiões Norte e Centro-Oeste. Os bancos públicos representam 12,83%.
Em nota, a CMO e Vice-Presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto, afirma que o cartão de crédito faz parte da infraestrutura de consumo. “Cartão de crédito não é só meio de pagamento: ele é infraestrutura de consumo. Quando o acesso não é homogêneo e o mercado de emissores se reorganiza, a estratégia de conversão também precisa mudar”, diz.

Endividamento
Desde a primeira conta que abriu em um banco digital, Maria Cristina Teixeira, de 26 anos, decidiu ter um cartão de crédito. Os pais sempre muito econômicos alertaram que, sem controle, ela poderia ficar endividada.
“Meus pais me ensinaram que dinheiro não leva desaforo para casa. Sempre tenho cuidado em usar o cartão da melhor forma para não gastar mais do que ganho. Nunca gasto mais do que 30% do limite do meu cartão. É preciso muita disciplina para não ficar endividada”, comenta.
Paulo Almeida Silva, de 22 anos, vive no outro extremo de Maria Cristina. Após se enrolar com o cartão de crédito, ele prefere não ter mais o dinheiro de plástico na carteira. Logo que entrou no mercado de trabalho, ficou super entusiasmado com o cartão e fez uma grande compra de roupas sem pensar no mês seguinte.
“Entrei no rotativo e quando me dei conta, a dívida já estava o dobro do valor da compra. Nunca mais quis cartão de crédito na vida. Só pago em dinheiro, cartão de débito ou PIX", conta o especialista em informática.


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