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Juros médios de 160,2% ao ano reduzem poder de compra

  • Foto do escritor: Adriana Leite
    Adriana Leite
  • 19 de mar.
  • 2 min de leitura

Cuidado nas compras parceladas, empréstimos e com gastos acima do orçamento são fundamentais para evitar endividamento



Consumidor precisa ficar atento aos juros e outros encargos nas operações de crédito e empréstimos
Consumidor precisa ficar atento aos juros e outros encargos nas operações de crédito e empréstimos

O autônomo João Carlos Batista caiu na armadilha das compras parceladas sem juros no cartão de crédito. Do supermercado ao abastecimento do carro, tudo ia para o cartão. No fim de 2025, ele teve um problema de saúde e ficou afastado do trabalho. Sem dinheiro, atrasou o pagamento das contas, foi aí que a fatura do abuso chegou: juros exorbitantes levando as dívidas para mais de R$ 40 mil.


Seo João é daqueles consumidores que olham o tamanho da parcela, mas nunca fazem as contas dos juros e correções que incidem sobre ela. Dados divulgados pelo Procon-SP deveriam assustar quem deixa de calcular o custo do dinheiro: os juros médios no empréstimo pessoal chegaram a 160,2% ao ano no começo deste mês de março.


A pesquisa foi realizada em seis grandes instituições financeiras. A taxa média mensal foi de 8,30% ao mês no empréstimo pessoal e 8% ao mês no cheque especial.  Segundo a análise do Procon-SP, houve uma queda de 0,25 ponto percentual em relação a fevereiro no custo do empréstimo pessoal. Muito pouco para aliviar o bolso do consumidor que sofre com os maiores juros reais do mundo.


Lembrando que o Copom reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 15% ao ano para 14,75% ao ano nesta semana. Mas as quedas devem parar por aí, conforme a previsão dos economistas, porque os efeitos do choque do petróleo com a Guerra no Irã vão impactar a economia e, dificilmente, serão realizadas outras reduções nos juros no curto prazo.


Quem cai no cheque especial também faz um péssimo negócio, conforme os dados do estudo do Procon-SP.  A taxa média ficou em 8% ao mês, que corresponderam a 151,8% ao ano. O patamar foi o mesmo apurado na pesquisa de fevereiro.


“Estou endividado em tudo: limite da conta, cartão de crédito, empréstimo pessoal. Nem sei como vou pagar esses mais de R$ 40 mil. Confesso que não faço as contas dos juros quando compro parcelado. Vou tentar melhorar isso para parar de dar dinheiro para os bancos e o cartão de crédito”, lamenta o autônomo,

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