Guerra dos EUA contra o Irã tem potencial para contaminar economia e eleições no Brasil
- Adriana Leite

- há 5 horas
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O economista José Augusto Ruas aposta que o conflito será mais longo do que a previsão de Donald Trump
Mais uma guerra promovida pelos Estados Unidos no Oriente Médio gera pânico na região com milhares de mortes da população civil e impacta severamente a economia mundial. No Direto ao Ponto, o economista e professor, José Augusto Ruas, lista riscos para o Brasil: alta da inflação, desabastecimento de combustíveis, manutenção da taxa de juros em nível elevado e contaminação das eleições deste ano.
Na terrível contabilidade de uma guerra sem sentido, provocada pelos norte-americanos e israelenses, mais de 1.300 pessoas morreram até agora apenas no Irã (incluindo cerca de 180 crianças de uma escola infantil iraniana). “É muito difícil falar sobre os impactos econômicos da guerra, quando nós sabemos que a principal consequência é sobre as vidas das pessoas. É a perda de vidas”, lamenta o especialista.
Mas ele alerta que os reflexos no Brasil, assim como acontece em todo mundo, tem relação direta com o custo do petróleo. Em 27 de fevereiro, um dia antes de os EUA e Israel atacarem o Irã, o preço do barril do petróleo brent girava entre US$ 71 e US$ 73 no mercado internacional. No dia 9 de março, o teto chegou a quase US$ 120, com queda para cerca de US$ 90 no fechamento do dia. Dificilmente, a Petrobras conseguirá segurar o custo dos combustíveis e derivados nas refinarias.
“Há riscos de as consequências da guerra no Irã, que se espalhou pelo Oriente Médio, se alastrarem pela economia e contaminarem a eleição no Brasil neste ano. Arrisco a dizer que a guerra dos Estados Unidos contra o Irã tem potencial para se prolongar por mais tempo”, analisa Ruas.
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