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Guerra no Irã: 75% das indústrias de Campinas e região revelam aumento de custos das matérias-primas

  • Foto do escritor: Adriana Leite
    Adriana Leite
  • 29 de abr.
  • 2 min de leitura

Reflexo do conflito no Oriente Médio afeta produção, operação e faturamento das empresas



Anselmo Riso e José Henrique Toledo Côrrea apontam os impactos da guerra. Foto: Divulgação
Anselmo Riso e José Henrique Toledo Côrrea apontam os impactos da guerra. Foto: Divulgação

Sem uma perspectiva de fim da Guerra no Irã, provocada por Estados Unidos e Israel, a economia mundial é impactada com o choque do petróleo. Pesquisa do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Regional Campinas, mostra que 65% das empresas consultadas sofrem com o reflexo na economia mundial gerado pelo conflito.


Para 75% das empresas participantes da sondagem de abril, os custos das matérias-primas aumentaram no mês de março. De acordo com o estudo da entidade empresarial, 36% das empresas associadas sentem o impacto de forma mais severa sobre os custos de produção – 7% delas indicaram interrupção ou atrasos na cadeia logística.  Outro problema também foi a alta no valor da energia elétrica, em relação ao mês anterior, apontado por 43% das empresas.


Com um cenário tão complexo, o estudo mostrou que 50% das indústrias associadas informaram que o volume de produção caiu no período. Além disso, 50% das empresas participantes afirmaram que houve queda no faturamento. Na sondagem, 21% das respondentes apontaram uma elevação na inadimplência. Para outros 71%, o patamar ficou inalterado e 8% registraram queda.


Em nota, o diretor-regional do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Côrrea, afirma que a crise geopolítica já impacta as indústrias da região. “Mas a retração também se dá pelas altas taxas de juros e de inflação e gasto público. Tudo isso faz com que as empresas tenham o seu dia a dia prejudicado, corroborando para que haja uma queda na produção e nas vendas”, analisa.

 

COMÉRCIO EXTERIOR


Fonte: Ciesp-Campinas
Fonte: Ciesp-Campinas

O diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp-Campinas, Anselmo Riso, destaca em nota que houve uma retração nas exportações em março em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, foram exportados US$ 276,9 milhões frente a US$ 294,4 milhões de 2025. As importações somaram US$ 1,26 bilhão – 20,92% maior do que o US$ 1 bilhão do ano anterior.


“O déficit em março de 2026 foi de US$ 991 milhões. Um valor 31,42% menor do que o registrado em março de 2025. O déficit acumulado é de US$ 2,2 bilhões, que representa 2,45% menor que no ano anterior”, detalha Riso. Ele aponta que a corrente de comércio (soma das exportações e importações) de março de 2026 ficou em US$ 1,5 bilhão. O volume foi 15,03% maior do que em março de 2025.

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