Corra ao lado de alguém
- Juliana Facchin

- há 1 dia
- 2 min de leitura
Às vezes, tudo o que alguém precisa é de um incentivo

Outro dia vi um vídeo de uma influenciadora de corrida que me fez pensar. Ela contava que, no penúltimo quilômetro de uma meia maratona, encontrou uma pessoa exausta, quase desistindo. Em vez de seguir no próprio ritmo, decidiu correr ao lado dela.
Foi incentivando. Conversando. Ajustando o passo. Não tirou o cansaço. Mas ajudou a pessoa a não parar.
O resultado? Aquele último quilômetro foi o melhor da prova.
Aquilo ficou na minha cabeça.
Na corrida, como na vida profissional, a motivação é algo muito individual. Cada um tem seus próprios motivos para continuar. Mas o incentivo… ah o incentivo, faz diferença.
Às vezes, tudo o que a gente precisa é de alguém dizendo: “vai, você consegue”.
Ao longo da minha carreira, tive líderes, professores e amigos que fizeram isso por mim. Pessoas que enxergaram potencial quando eu ainda estava cheia de dúvidas; que mandaram um link de vaga, uma mensagem de acolhimento em momentos mais difíceis, indicaram um curso, deram um conselho no momento certo.
Pode parecer pequeno. Mas muda trajetórias. São quase que “anjos” na nossa vida.
Talvez seja por isso que eu sempre acreditei que liderar também é incentivar. É puxar alguém para frente, dar oportunidade, compartilhar aprendizado. Mesmo quando a pessoa não vai mais continuar no seu time.
Sim, já incentivei gente a sair. Já indiquei vaga. Já ajudei a preparar currículo. Porque o crescimento não deve ser algo solitário.
Ser incentivador exige generosidade. E nem sempre é confortável. Às vezes, você perde talentos. Às vezes, o reconhecimento não vem. Às vezes, parece que você está ajudando mais os outros do que a si mesma.
Mas a vida é movimento.
Em algum momento, você também vai estar no seu “quilômetro 20 de uma meia maratona”. Cansada, insegura, pensando em parar. E vai precisar que alguém corra ao seu lado.
Talvez construir carreira seja isso: crescer, mas sem esquecer de olhar para quem está tentando acompanhar o ritmo.
Porque ninguém chega longe sozinho. A gente chega junto.
Experiência é tudo. O resto é tentativa.
Juliana Facchin escreve sobre carreira, experiências e vida real. É Jornalista de formação, executiva, palestrante, mãe de dois, corredora, curiosa por essência e eterna aprendiz em movimento.
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