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No Dia Internacional do Milho, salvem a pamonha

  • Foto do escritor: Lalá Ruiz
    Lalá Ruiz
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

O grão, que é a base do doce brasileiro, é tão importante para a alimentação mundial que tem seu próprio dia: 24 de abril



SALVEM A PAMONHA! Trend nas redes sociais busca valorização das sobremesas brasileiras
SALVEM A PAMONHA! Trend nas redes sociais busca valorização das sobremesas brasileiras

No dia 24 de abril, é celebrado o Dia Internacional do Milho. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) devido à importância desse grão para a cultura, para a economia e, principalmente, para a alimentação mundial, já que é um produto dos mais versáteis na cozinha, com qualidades nutritivas inquestionáveis. O dia escolhido não foi aleatório: coincide com o início do plantio em diferentes regiões do planeta.

 

O milho, cujo nome científico é Zea mays, é originário do México, com domesticação estimada entre 7,5 mil e 12 mil anos atrás. Foi fundamental na alimentação das populações pré-colombianas, tais como os maias, os astecas e os incas. E já era cultivado no Brasil antes da chegada dos colonizadores portugueses, sendo apontado como um dos principais alimentos dos povos originários, em especial dos guaranis.

 

Hoje, o Brasil é o terceiro produtor mundial de milho, atrás dos Estados Unidos e da China. De acordo com o sétimo relatório de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, publicado em 14 de abril pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a safra de milho 2025/26 está estimada em 140 mil toneladas – vale ressaltar que essa estimativa pode mudar ao longo do ano.

 

Uma curiosidade: o Brasil tem sua própria data comemorativa para celebrar o milho. Por aqui, 24 de maio é, oficialmente, o Dia Nacional do Milho, instituído em 7 de janeiro de 2015, por meio da Lei 13.101 sancionada pela presidente Dilma Roussef. Essa lei surgiu da necessidade do Ministério da Agricultura de “estimular e orientar a cultura do milho” no país.

 

Dito isto, o que tem a ver o Dia Internacional/Nacional do Milho com “salvem a pamonha”?

Uma recente trend nas mídias sociais saiu em defesa dos doces brasileiros ante a “ameaça de extinção” devido à invasão de sobremesas estrangeiras nos cardápios de restaurantes e confeitarias. O principal símbolo dessa luta típica da Internet, vejam só, foi a pamonha, essa mesma, feita do puro creme de milho. “Alguém, por favor, salve a receita da pamonha”, pediam os internautas mais exaltados. Assim, decidi dar a minha contribuição nessa polêmica.

 

De acordo com a Wikipedia, a pamonha vem da palavra tupi pa’muñã e significa “pegajoso”. A receita, obviamente, tem origem na culinária indígena, mas tem sofrido alterações desde a chegada dos europeus ao país até os dias atuais. Pode ser doce, salgada, com recheio, com leite de coco. Ou seja: variedade não falta. Assim como há abundância de receitas do quitute na Internet, o que garante que a tradição seja preservada – os web defensores da pamonha podem dormir tranquilos.


Selecionei duas dessas receitas. Confira:


 


📍Onde comer pamonha o ano inteiro

 

Gosta de pamonha, mas não gosta de cozinhar? Pois saiba que não precisa esperar a temporada de festas juninas para se deliciar com esse prato. Há vários endereços em Campinas que vendem pamonha o ano inteiro. Segue um miniguia:

 

Cadiquê Café Unidade Guanabara – Endereço: Rua Dr. Oswaldo Cruz, 381. Telefone: (19) 3044-2644. Instagram: @cadiquecafe.


Cadiquê Café Unidade Lagoa do Taquaral – Endereço: Avenida Dr. Heitor Penteado, 415. Telefone (19) 97110-9591. Instagram: @cadiquecafe.


Claudinha da Pamonha – Endereço: Box 99 do Mercado Municipal de Campinas, Avenida Benjamin Constant, s/nº, Centro. Telefone: (19) 99347-7495. Instagram: @claudinhadapamonha.


Empório Coisas de Minas – Rua dos Bandeirantes, 270, Cambuí, telefone (19) 97146-9662. Instagram: @emporiocoisasdeminas.





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