Brasil avança em exportação de serviços e bate mais de US$ 51 bilhões
- Da Redação

- há 2 dias
- 2 min de leitura
Empresa de Campinas projeta 150% de aumento das vendas de soluções de segurança digital para outros países em 2026

O tabuleiro da geopolítica mundial atual, com as pressões impostas pelas tarifas do governo de Donald Trump, obriga os países e empresas a ampliarem as pautas de exportações. No Brasil, os serviços ganharam força e somaram mais de US$ 51,83 bilhões no ano de 2025. Nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), 65% dos serviços comercializados com outros países eram serviços digitais.
De acordo com o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços (ComexVis Serviços), o crescimento das exportações de serviços foi de mais de dez vezes entre 1995 e 2025. Os setores que mais ampliaram as vendas para o exterior foram serviços empresariais, engenharia e tecnologia da informação. No mundo, as exportações de serviços triplicaram entre os anos de 2005 e 2024, saltando de US$ 2,7 trilhões para US$ 8,5 trilhões.
Na pauta brasileira de exportações, os serviços respondem por 12,5% do total de bens e serviços vendidos para outros países. De acordo com o ComexVis Serviços, do Mdic, no ano de 2025, o principal destino das exportações de serviços do Brasil foi os Estados Unidos (40% do total exportado chegando a US$ 14,3 bilhões). O segundo destino dos nossos serviços foi o Reino Unido com 5% do total e um volume de US$ 1,8 bilhão. A Suíça aparece em terceiro lugar com US$ 1,7 bilhão (4,8%) e em seguida veio a Alemanha que importou US$ 1,3 bilhão em serviços nacionais (3,6%).
A Região Metropolitana de Campinas (RMC) se destaca no cenário nacional com empresas de alta tecnologia que comercializam serviços para o mundo. Nos últimos três anos, a Hacker Rangers, empresa de Campinas especializada em cibersegurança, se transformou em player global exportando treinamentos gamificados para mais de dez países.
A empresa já treinou mais de 8 mil pessoas em países como Estados Unidos, França, Malásia e Argentina. Atualmente, a Hacker Rangers tem mais de 30 parceiros internacionais que comercializam os produtos da marca brasileira. A sede global fica em Miami (EUA).
O sucesso das soluções Hacker Rangers tem como alicerce a utilização da gamificação como principal arma para o letramento digital das pessoas. A falta de conscientização do fator humano é um dos principais problemas nos casos de crimes virtuais. A falha na troca de senhas ou o clique em um e-mail com phishing abrem as portas para os cibercriminosos.
“A Hacker Rangers tem 15 anos de mercado e oferece soluções para a educação digital que ensinam os colaboradores das empresas a evitarem golpes e crimes cibernéticos. Os produtos incentivam, por meio da gamificação, as boas práticas no ambiente digital. O fator humano é um dos mais importantes no combate aos cibercrimes”, afirma o CEO da Hacker Rangers, Vinícius Perallis. O executivo projeta um crescimento das exportações em mais de 150% neste ano.




Comentários