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Carga tributária sobre a renda do trabalhador subiu em países da OCDE em 2025

  • Foto do escritor: Adriana Leite
    Adriana Leite
  • 23 de abr.
  • 2 min de leitura

Relatório Taxing Wages 2026 revela que os impostos em cima dos salários pesaram nos vencimentos dos empregados



Para o trabalhador solteiro sem filhos, os impostos sobre o salário atingiram 35,1% dos custos trabalhistas
Para o trabalhador solteiro sem filhos, os impostos sobre o salário atingiram 35,1% dos custos trabalhistas

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou o relatório Taxing Wages 2026 apontando uma alta na carga tributária sobre a renda do trabalhador que vive nos países membros da instituição. A análise detalha que a soma dos impostos pagos por um trabalhador solteiro sem filhos, que recebe o salário médio nacional, foi de 35,1% dos custos trabalhistas em média nos países da OCDE em 2025 – maior nível desde 2016.


O estudo mostra ainda que, entre os anos de 2024 e 2025, esse trabalhador sofreu com o aumento da carga tributária em 24 dos 38 países membros da OCDE; outras 11 nações apresentaram redução e três mantiveram inalterado o patamar de impostos. No ano passado, segundo o relatório, os trabalhadores dessa faixa social residentes na Bélgica (52,5%), Alemanha (49,3%), França (47,2%), Áustria (47,1%) e Itália (45,8%) foram os mais afetados pelo custo dos impostos sobre os salários.


Conforme o relatório, a taxa média de imposto de renda pessoa física (incluído o IRPF e as contribuições previdenciárias dos empregados como uma porcentagem da renda bruta), dos lares com um trabalhador solteiro sem filho, foi de 25,1% em média nos países da OCDE no último ano.


Outro dado relevante do estudo é que a família formada por um casal - apenas um deles como provedor – e com dois filhos, que recebe o salário médio, teve aumento da carga tributária em cima da renda em 22 países membros da OCDE atingindo 26,2%. Uma das conclusões do relatório é que a alta dos impostos sobre a renda dessas famílias resultou em redução da vantagem fiscal pelo segundo ano consecutivo.


Nem tudo foi negativo para os trabalhadores no relatório. O estudo da OCDE revelou que o salário médio subiu em todos os 38 países membros da organização em termos nominais. Quando a avaliação é acerca do aumento em termos reais (com ganhos na remuneração), a alta foi registrada em 35 nações.


O Brasil não é membro pleno da OCDE. O país figura como parceiro-chave. O relatório completo está no https://oe.cd/taxingwages.  




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