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Feiras livres contam com quase 7 mil negócios na Região de Campinas

  • Foto do escritor: Adriana Leite
    Adriana Leite
  • há 6 minutos
  • 3 min de leitura

Comerciantes e prestadores de serviços oferecem desde alimentos in natura até peças de artesanato


Feiras livres diurnas e noturnas geram mais de 4.200 empregos em Campinas. Divulgação: Sebrae-SP
Feiras livres diurnas e noturnas geram mais de 4.200 empregos em Campinas. Divulgação: Sebrae-SP

As feiras livres fazem parte da vida de todas as cidades desde há muito tempo. Mesmo com toda a modernidade das compras online, as feiras continuam atraindo público, gerando renda e empregos. Na Região de Campinas coberta pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), composta por 22 cidades, existem 6.756 comércios e serviços ligados às feiras diurnas e noturnas.


Segundo a entidade, apenas na cidade de Campinas há quase 130 pontos de feiras livres na periferia, bairros nobres e região central. O Sebrae-SP destaca que são 2.622 micro e pequenas empresas (MPEs), que representam 38,8% do total de negócios nesse segmento na região. São 1.200 permissionários e 4.200 pessoas trabalhando nas feiras.


Em nota do Sebrae, a feirante Solange Higa Vieira afirma que a feira é uma tradição de família. Ela é sobrinha da fundadora da banca D. Amelia, que é um daqueles cantinhos muito procurados nas feiras: a banca de pastel. Hoje, o negócio é tocado por várias gerações da família. O sonho de Solange é que as novas gerações continuem as atividades da banca.     


“A feira livre é uma tradição que vem de geração em geração. A Banca de Pastel da D. Amelia está aqui desde 1978 e, atualmente, o filho e o neto da fundadora tomam conta e eu ajudo a gerenciar as feiras. A feira também é o sustento da nossa casa e acabou se tornando uma tradição não só da nossa família, mas das famílias que trabalham conosco. Temos funcionários que estão conosco há 20, 30 anos, desde adolescentes. Hoje já trabalham aqui pais, filhos, genros, netos, sobrinhos”, afirma Solange.

Há nove anos, Matheus Araújo trabalha na banca da mãe que comercializa milho e delícias feitas com o cereal. “Se minha mãe hoje não puder trabalhar, eu vou estar na banca. É uma tradição que a gente vai levando, vendo os filhos crescerem e trabalhando juntos. É muito importante poder continuar essa história da minha família na feira e eu quero que meus filhos possam continuar também. As feiras livres são muito importantes para nós, é o trabalho na feira que paga nossas contas todos os meses”, diz.

 

SUPORTE


Em nota, a analista de negócios do Sebrae-SP, Daniela Cria, afirma que os números refletem uma tradição importante para a economia e para a identidade da região. “A atividade de feirante costuma passar de geração em geração e está presente há muitos anos em cidades grandes e pequenas. Além disso, três em cada quatro feirantes são MEIs, o que mostra a importância da formalização para esses pequenos negócios”, comenta.


A analista informa que o Sebrae-SP oferece cursos gratuitos e on-line para empreendedores em áreas como marketing, finanças, inovação e gestão de pessoas, entre outros temas. “Há mais de 50 anos, o Sebrae-SP caminha ao lado dos pequenos negócios, e oferecer capacitação tanto para quem está começando quanto para quem já tem experiência é uma forma de apoiar esses empreendedores na gestão, no crescimento e no aumento do faturamento. Negócios mais preparados também contribuem para fortalecer a economia da região”, diz Daniela. Para conhecer os cursos oferecidos pelo Sebrae-SP, acesse:


 CELEBRAÇÃO


A primeira feira livre que foi realizada no Brasil, segundo o Sebrae, aconteceu no dia 25 de agosto de 1914, no Largo General Osório, no bairro Santa Efigênia, em São Paulo. Por isso, no próximo dia 25 deste mês é celebrado o Dia do Feirante.


A região de Campinas de atuação do Sebrae-SP é formada pelas cidades de Águas de Lindóia, Amparo, Artur Nogueira, Campinas, Conchal, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Paulínia, Pedreira, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.


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