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Lula inaugura quatro novas linhas de luz do acelerador Sirius chegando a R$ 800 mi em investimentos na 2ª fase

  • Foto do escritor: Adriana Leite
    Adriana Leite
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Evento no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) também marcou o lançamento do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde



Presidente Lula destacou a importância do Sirius para o futuro do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula destacou a importância do Sirius para o futuro do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, inaugurou, nesta segunda-feira (18), quatro linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, um dos quatro “supermicroscópios” instalados no mundo. A segunda fase do projeto teve investimentos de R$ 800 milhões do governo federal. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


A partir de agora, o Sirius contará com 15 linhas de luz em operação.  A nova linha de luz Tatu vai permitir o estudo em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas. A linha de luz Sapucaia terá como foco os estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias.


A linha de luz Quati vai oferecer pesquisas para as indústrias petroquímica e farmacêutica, em terras raras e minerais críticos. A linha de luz Sapê vai ajudar no desenvolvimento de materiais avançados em áreas como energia, saúde e infraestrutura, supercondutores e semicondutores.


“Qualquer valor que nós investirmos em ciência e desenvolvimento tecnológico será muito pequeno diante da quantidade de milhões que projetos como o Sirius vão render para o futuro do país e para o futuro da sociedade brasileira”, disse o presidente Lula, durante a inauguração.

O diretor-geral do CNPEM, Antônio José Roque da Silva, destacou que o Sirius é resultado de décadas de trabalho coletivo, confiança institucional e investimento contínuo em pessoas e conhecimento. “É uma construção feita por pesquisadores, engenheiros, técnicos, estudantes, gestores públicos e privados, trabalhadores da construção civil e empresas nacionais que decidiram acreditar que o Brasil poderia, sim, ter uma infraestrutura científica de classe mundial”, afirmou.


 

POLO DE SAÚDE


Durante o evento foi lançada a pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde. O projeto vai fortalecer o Brasil no desenvolvimento de tecnologias para a área de saúde que atenderão a demanda da população e do Sistema Único de Saúde (SUS).


O CNPEM será o primeiro centro-âncora do programa ao reunir competências em biotecnologia, inteligência artificial, genômica, biofabricação e desenvolvimento de dispositivos médicos e diagnósticos avançados, conforme nota do centro.


O programa terá investimentos de mais de R$ 600 milhões nos próximos cinco anos. O ministério da Saúde em exercício, Adriano Massuda, comentou a importância do projeto. “A ciência brasileira precisa estar a serviço da vida, da redução das desigualdades, da construção de um país soberano, justo e preparado para o futuro”, afirmou Massuda.


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